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Grande abraço do Gaudério!

Jari Terres - O Melhor dos Festivais - 2000

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01 - A Hora do Canto Novo
02 - Décima do Pelêgo Atado
03 - Coplas pra um Galpão de Estância
04 - Al Aclício Zaragoza
05 - De Campeiro Pra Campeiro
06 - Verso e Reverso de um Poncho
07 - A Don Federico Viejo
08 - À Santa Helena Ausente
09 - Romance do Esquilador
10 - Cavalo Bom Vai Pro Céu
11 - Campo Afuera, Mi Consuelo
12 - Querência, Tempo e Ausência
13 - Galponeando Chuva e Frio
14 - Sonhos e Mágoas

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Jari Terres - No Compasso do Meu Mundo - 2001

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01 - No Compasso do Meu Mundo
02 - Réstia de Vida
03 - Em Reculuta
04 - Galponeira
05 - Pra Quem Avista Yvituhatã
06 - Quisera Ter Sido
07 - A Uma Espora Perdida
08 - Ritual de Fronteira
09 - De Santa Clara ao Além
10 - Changueiro de Vida e Lida
11 - Rincão da Saudade
12 - Alma de Ferro

Tam: 48Mb

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Jari Terres - Alma de Estância e Querência - 1998

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01 - Alma de Estância e Querência - part. esp. Luiz Marenco
02 - Quando o Verso Vem pras Casa - part. esp. Luiz Marenco
03 - Feras
04 - Fronteiro de Alma e Pampa - part. esp. Luiz Marenco
05 - Os Cataventos do Tempo - part. esp. Joca Martins
06 - Camino del Arenal
07 - Coplas pra um Indio Xucro
08 - Cio das Águas
09 - La Ariscona
10 - Posto de Doma - part. esp. Xirú Antunes
11 - Xucra Cordeona
12 - Alma Estradeira
13 - Filosofia de Galpão
14 - Romance de Noite e Vento

Tam: 51Mb

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Jari Terres - No Coração do Meu Pago

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01 - Compondo os Arreios
02 - Por Estas Chuvas de Julho
03 - Um Retrato do Berega
04 - No Coração do Meu Pago
05 - A Sombra e seus Desalentos
06 - Camino del Entrerriano
07 - Décima do Canto Verde
08 - De Chegada
09 - Canto de Lida e Tempo
10 - Um Verso de Noite Linda
11 - El Refugio de Mi Niñez
12 - Do Rumo dos Teus Olhos
13 - Canção de Apreço a Quem tem Espinhos
14 - Laguna del Rincón

Tam: 55Mb

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A Lenda da Lagoa Vermelha

A primeira tentativa dos padres jesuítas, que resultou na fundação de 18 Povos Missioneiros no Rio Grande do Sul, deu em nada. Os bandeirantes de Piratininga, que haviam arrasado as reduções do Guairá caçando e escravizando índios para a escravidão das lavouras de cana-de-açúcar de São Paulo e Rio de Janeiro, quando souberam que os padres tinham vindo mais para o sul e erguido suas aldeias no Tape, vieram aqui fazer o que sabiam fazer. Assim e aos poucos, os padres tiveram que refluir para o oeste, fazendo agora na volta o mesmo caminho que tinham feito na vinda.

E nessa fuga tratavam de levar consigo tudo o que podiam carregar. O que não podiam, queimavam ou enterravam. Casas, plantações, até igrejas foram incendiadas, para que nada ficasse aos bandeirantes.
Pois diz que numa dessas avançadas pelo Planalto, no rumo da Serra, uma carreta carregada de ouro e prata, fugindo das Missões.

Ali vinha a alfaia das igrejas, candelabros, castiçais, moedas, ouro em pó, um verdadeiro tesouro cujo peso faziam os bois peludearem. Com a carreta, alguns índios e padres jesuítas e atrás deles, sedentos de sangue e ouro, os bandeirantes.

Ao chegarem às margens de uma lagoa, não puderam mais.
Desuniram os bois e atiraram a carreta com toda a sua preciosa carga na lagoa, muito profunda. E aí então os padres mataram os índios carreteiros e atiraram os corpos n'água, para que não contassem a ninguém onde estava o tesouro. Com o sangue dos mortos, a lagoa ficou vermelha.

E lá está, até hoje. Ao seu redor, cresceu uma bela cidade, que tomou seu nome - Lagoa Vermelha. E cada um dos seus moradores que passa na beira das águas coloradas, lembra que ali ninguém se banha, nem pesca, e segundo a tradição, a lagoa não tem fundo. E nas secas mais fortes e nas chuvaradas mais bravas, o nível da lagoa é sempre o mesmo.

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Histórias Extraordinárias - Ruidos do Espírito

Em 1988, os poderes de uma menina, no interior de Santa Rosa, tornaram-se manchete nacional. Leonice Fitz, então com 13 anos, movimentava objetos, provocava ruídos, estouros de lâmpadas, entre outros fenômenos.

Recentemente ela faleceu e agora a mãe, marido e amigas contam como tudo aconteceu. Direção de Marta Biavaschi e participação de Amanda Urnau e de Evandro Soldatelli; roteiro de William Mayer, fotografia de Bruno Polidoro, arte de Bernardo Zortea e montagem de Bruno Carboni.


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Lendas do Sul - A Casa de Mbororé

Dentro do mato grosso, mato velho e crescido, sem plantas pequenas dentro, aí, só há uma luz pouca, tirante a verde e a cinzento; e nenhuma árvore faz sombra, porque a ramaria de todas faz peneira por onde passa o sol, que nunca enxerga o chão...

Dentro desse mato, no mais tupido dele, há uma lombada redonda, como uma casca de carumbé; aí, em cima dela, há uma casa de pedra branca, branca como se encaliçada, e sem porta em nenhum lado nem janela em nenhuma altura.

Dentro da casa branca as salas são lastradas de barras de ouro e barras de prata, do peso que é preciso dois homens para mover cada uma; e todas as juntas das pilhas estão tomadas de pedras finas...

Por cima de tudo estão, em montes, tocheiros de ouro maciço e cálices e resplendores de santos; e salvas de prat e turíbulos e cajados.

Nos corredores, como prontos para içar para as cangalhas das mulas de carga, prontos, com as suas alças, estão lotes de surrões, socados de moedas de ouro, separadas em porções, metidas em bexigas de rês...

O rondador da casa branca dia e noite anda em redor dela; é um índio velho, cacique que foi, Mbororé, de nome, amigo dos santos padras das Sete Missões da serra que dá vertente para o Uruguai.

Os padres foram tocados para longe, levando só a roupa do corpo... mas a casa branca já estava feita, sem portas nem janelas... e Mbororé, que sabia tudo e era cacique, de noite, e precatado, com os seus guerreiros, carregou de todos os lugares para aquele as arrobas amarelas e as arrobas brancas, que não valiam a caça e a fruta do mato e a água fresca, e pelas quais os brancos de longe matavam os nascidos aqui, e matavam-se uns aos outros.

Mbororé desprezava essas arrobas; mas como era amigo dos santos padres das Sete Missões, guardou tudo e espera por eles, rondando a casa branca, sem portas nem janelas.

Ronda e espera...

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Walther Morais - Chamarrona de Campanha - 2011

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1- Alma de Palanque
2- Fazendo Cerca
3- Coisas do Mundo de Peão
4- Bagual de Corredor
5- Não Sou Gaúcho de Andar Inventando
6- Milonga Abaixo de Mau Tempo
7- Flor Gaúcha do Itaqui (Dona Josepha)
8- Bagual Picaço
9- Xixo de Rancho
10- Chamarrona de Campanha
11- Passando o Mango na Morte
12- O Bolicho do Tchalo
13- Quadros Campeiros do País dos Gaúchos

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Paulinho Mixaria Dvd ao vivo

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Walther Morais - Pêlos

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Walther Morais - Um Bagual Corcoveador

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Artigos de Fé do Gaúcho - João Simões Lopes Neto


Muita gente anda no mundo sem saber pra quê: vivem porque vêem os outros viverem.

Alguns aprendem à sua custa, quase sempre já tarde pra um proveito melhor. Eu sou desses.

Pra não suceder assim a vancê, eu vou ensinar-lhe o que os doutores nunca hão de ensinar-lhe por mais que queimem as pestanas deletreando nos seus livrões. Vancê note na sua livreta:



1º. Não cries guaxo: mas cria perto do teu olhar o potrilho pro teu andar.

2º. Doma tu mesmo o teu bagual: não enfrenes na lua nova, que fica babão; não arrendes na miguante, que te sai lerdo.

3º. Não guasqueies sem precisão nem grites sem ocasião: e sempre que puderes passa-lhe a mão.

4º. Se és maturrango e chasque de namorado, mancas o teu cavalo, mas chegas; se fores chasque de vida ou morte, matas o teu cavalo e talvez não chegues.

5º. A maior pressa é a que se faz devagar.

6º. Se tens viajada larga não faças pular o teu cavalo; sai ao tranco até o primeiro suor secar; depois ao trote até o segundo; dá-lhe um alce sem terceiro e terás cavalo para o dia inteiro.

7º. Se queres engordar o teu cavalo tira-lhe um pêlo da testa todas as vezes da ração.

8º. Fala ao teu cavalo como se fosse a gente.

9º. Não te fies em tobiano, nem bragado, nem melado; pra água, tordilho; pra muito, tapado; mas 
pra tudo, tostado.

10º. Se topares um andante com os anelos às costas, pergunta-lhe - onde ficou o baio?...

11º. Mulher, arma e cavalo do andar, nada de emprestar.

12º. Mulher, de bom gênio; faca, de bom corte; cavalo de boa boca; onça, de bom peso.

13º. Mulher sardenta e cavalo passarinheiro... alerta, companheiro!...

14º. Se correres eguada xucra, grita; mas com os homens, apresilha a língua.

15º. Quando dois brincam de mão, o diabo cospe vermelho...

16º. Cavalo de olho de porco, cachorro calado e homem de fala fina… sempre de relancina...

17º. Não te apotres, que domadores não faltam...

18º. Na guerra não há esse que nunca ouviu as esporas cantarem de grilo...

19º. Teima, mas não apostes; recebe, e depois assenta; assenta, e depois paga...

20º. Quando 'stiveres pra embrabecer, conta três vezes os botões da tua roupa...

21º. Quando falares com homem, olha-lhe para os olhos, quando falares com mulher, olha-lhe 
para a boca... e saberás como te haver...

...

Que foi?
Ah! quebrou-se a ponta do lápis?
Amanhã vancê escreve o resto: olhe que dá para encher um par de tarcas!... 

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Rui Biriva - Pedindo Cancha - 2009

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01 - Pedindo Cancha
02 - Alpargata, Chapéu e Cordeona
03 - Milonga Pra Mim
04 - Fazendo Cerca
05 - Já Se Vieram
06 - Bagual e Só
07 - Rei do Vanerão
08 - Nas Patas do Chamamé
09 - Bem Pampa
10 - Alemoa
11 - Tirei o Pé do Barro
12 - Atei Carreira
13 - Chamando Pra Vida

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Rui Biriva - Na Estrada do Sul - 2007

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01 - Chama a mãe que o pai ta loco
02 - La na Biboca
03 - Na estrada do Sul
04 - Nos fundões dos Cafundós
05 - É hoje que a casa cai
06 - Coração
07 - Largando pra fronteira
08 - Alarmando os gansos
09 - Matando a pau
10 - Eu dormi com os pés de fora
11 - Baile da Gasparina
12 - Longe de casa
13 - Coração gaúcho
14 - Força azul

Tam: 45,5Mb

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Rui Biriva - É Bom Barbaridade - 2005

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01- Cambichos 
02- O Feio 
03- Xote Jacaré/ Xote Antigo/ O Doce Amargo do Amor 
04- Recuerdos a Vinte e Oito
05- Canção do Amigo 
06- Barbaridade 
07- A Dança dos Compadres
08- Mate e Mel
09- Homem Feio Sem Coragem Não Possui Mulher Bonita
10- Rio de Infância 
11- Vá embora Tristeza 
12- Não Podemo Se Entregá Pros Home 
13- De Chão Batido
14- Sistema Antigo 

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Anedotas de Gaúcho

Ele lustrou as botas que ficou um espelho e foi pro baile. À primeira prenda quetirou já foi anunciando que tinha poderes:

- Tu sabia que eu posso adivinhar a cor das tuas calças?

A moça só disse "Ué!" e ele lascou: "Amarela!", acertando na bucha. A fama do adivinhão correu rápido pelo baile e as moças todas queriam dançar com o gaúcho para confirmar o fenômeno. E ele só curingando as botas e matando: azul! cor-de-rosa! verdinha!

Até que uma mocinha mais lasqueada, moderninha, resolveu tirar um sarro da cara do índio. Despiu as calças no banheiro e, na dança, desafiou:

- Então é o senhor que adivinha a cor das calças das moças? Quero ver adivinhar a minha!

A gaita roncou e dois saíram bailando, o índio já meio tonto de tanto arrodear e cuidar as botas. De repente, berrou:

- Pára a gaita, gaitero! Pára a gaita que eu quero saber quem foi que deu um talho nas minhas botas!

Paulo Custódio e Mário Goulart

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César Oliveira & Rogério Melo - Cantiga Para o Meu Chão - 2010

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01 - Abertura - Pedro Ortaça
02 - Recuerdo
03 - Domador De Fronteira
04 - Uma Milonga Das Buenas
05 - Cantiga Para O Meu Chão
06 - Coração De Cordeona
07 - Serenata Campeira
08 - A Pior É Minha
09 - De Saltar Calando
10 - Ao Trote
11 - Zamba De Las Tolderias - Chacarera Del Rancho
12 - Espiando Na Janela
13 - Coplas De Um Tosador
14 - No Estilo Da Fronteira
15 - Cena De Campanha
16 - Cruzando A Villa Ansina

Tam: 66Mb

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César Oliveira & Rogério Melo - Campo e Fé - Lá na Fronteira

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César Oliveira & Rogério Melo com Luiz Carlos Borges - Peñarol

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Rui Biriva - Ao Vivo Duplo - 2003

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CD 01
01 - Abertura 
02 - Tchê Loco 
03 - Chutando o Balde 
04 - Das Bandas de Horizontina 
05 - Tô no Vaneirão 
06 - Mocinhas da Cidade 
07 - Um Bom Dia Meu Rio Grande 
08 - Castelhana 
09 - Festança Rural 
10 - Xote da Amizade 
11 - Festança 
12 - Baile de Fronteira 

CD 02
01 - Canção do Amigo 
02 - Santa Helena da Serra 
03 - Birivas 
04 - Rebanho de Agonias 
05 - Festa do Povo 
06 - Deixa Disso 
07 - Vamu Pegá 
08 - Vou Continuar 
09 - Tonto de Saudade 
10 - Quebrando Tudo 
11 - Pingos de Amor
12 - Hino do Rio Grande

Tam: 76Mb

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Rui Biriva - Das Bandas do Horizontina - 2001



01- Festança rural
02- Das bandas de Horizontina
03- Tô no vanerão
04- Vanerão rasgado
05- Chutando o balde
06- Tonto de saudade
07- Paixões rurais
08- Canção do amigo
09- Alô pessoa
10- Voltarei
11- Gaiteiros do Rio Grande
12- Vou continuar

Tam: 39Mb

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Rui Biriva - Acervo Gaúcho - 1998

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01 - Mosca Tonta
02 - Ciranda, Canto e Viola
03 - Assanhado
04 - Amigo
05 - Festerê
06 - Vaneira de Mil Amores
07 - Zé Desastre
08 - Bugio Cantador
09 - Surungo
10 - Encambichado
11 - Vai Embora Tristeza
12 - Recado Pra Filomena 

Tam: 32,2Mb

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Rui Biriva - Quebrando Tudo - 1997

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01 - Quebrando Tudo
02 - Sábado
03 - Dê-lhe Boca
04 - No Meio do Floreio
05 - Serrana Linda
06 - De Um Lado a Outro da Rua
07 - Na Subida ou na Ladeira
08 - Guria
09 - Não Sou Exigente
10 - Gaita Chorona
11 - Forasteiro

Tam: 55Mb

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Rui Biriva - De Bem Com a Vida - 1995

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01. Chamamé do Amor
02. Deixa Disso
03. Mana de Santana
04. Bem-te-vi
05. Reboleando as Maçaroca
06. Castelhana
07. Dia de Alegria
08. Cobra Mandada
09. A Gorda
10. Quem Chora Comigo Agora
11. Me Diz Vaneira
12. Xote do Paraná

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Telmo de Lima Freitas - Esquilador

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Rui Biriva - As 20 Preferidas - 1997

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01 - Chamamé do Amor  
02 - Deixa Disso
03 - Dia de Festança
04 - Mana de Santana
05 - Bem-Te-Vi
06 - Reboleando as Maçarocas
07 - Castelhana
08 - Rincão do Rasga Pano
09 - Morena, Abre a Janela
10 - Vanera Missioneira
11 - Bailes do Boqueirão
12 - Vamo Pegá
13 - Quer Mumu, Compra uma Vaca
14 - Festança
15 - Cobra Mandada
16 - Gaúcho Largado
17 - Canto à Horizontina
18 - Boca Braba
19 - Pé de Valsa
20 - Meu Doce Mel

Tam: 60,2Mb

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Lendas do Sul - São Sepé

"Arroio S. Sepé - no município de Caçapava; nasce na coxilha de Babiroquá e deságua no Vacacaí. Deve o nome, que lhe foi posto pelos Jesuítas, ao célebre chefe índio José Tiaraiú, conhecido por Sepé, vencido e morto na batalha de 7 de fevereiro de 1756, no sopé da Coxilha de Sta. Tecla, perto de Bagé.


"Era à margem deste arroio que existia a sepultura do referido índio, indicada por uma grande cruz de madeira, com uma inscrição - meio em latim, meio indiático -, que dizer o seguinte:



+ Em Nome de Todos os Santos + 
No ano de Cristo Jesus de 1756 
a 7 de fevereiro 
morreu combatendo 
o grande chefe guarani Tiaraiú 
em um sábado santo 
+ Subiu ao Céu dias antes do que + 
o grande chefe da Taba do Uruguai 
que morreu a 10 de fevereiro em quarta- 
feira cobatendo contra um exército de 
15.000 soldados. 
+ Aqui enterrado + 
A 4 de março 
mandou levantar-lhe esta cruz 
o padre D. Miguel 
Descansa em paz 
+
"Conforme a homenagem prestada pelos Jesuítas, na inscrição e na denominação do arroio, e não havendo no calendário católico santo de nome Sepé, temos que concluir que as virtudes, o mérito do grande chefe índio foram forais para a sua estranha canonização, no entretanto perdurável e popularizada.

"Foi sob tal aspecto que recordamos aqui este curioso fato......................"

(Cancioneiro Guasca)

O LUNAR DE SEPÉ

Eram armas de Castela 
Que vinham do mar de além; 
De Portugal também vinham, 
Dizendo, por nosso bem: 
Mas quem faz gemer a terra... 
Em nome da paz não vem! 

Mandaram por serra acima 
Espantar os corações; 
Que os Reis Vizinhos queriam 
Acabar com as Missões, 
Entre espadas e mosquetes, 
Entre lanças e canhões!... 

Cheiravam as brancas flores 
Sobre os verdes laranjais; 
Trabalhava-se na folha 
Que vem dos altos ervais; 
Comia-se das lavouras 
Da mandioca e milharais. 

Ninguém a vida roubava 
Do semelhante cristão, 
Nem a pobreza existia 
Que chorasse pelo pão; 
Jesus-Cristo era contente 
E dava sua benção... 

Por que vinha aquele mal, 
Se o pecado não havia?... 
O tributo se pagava 
Se o vizo-rei o pedia, 
E até sangue se mandava 
Na gente moça que ia... 

Eram armas de Castela 
Que vinham do mar de além; 
De Portugal também vinham, 
Dizendo, por nosso bem: 
Mas quem faz gemer a terra... 
Em nome da paz não vem! 

Os padres da encomenda 
Faziam sua missão: 
Batizando as criancinhas, 
E casando, por união, 
Os que juntavam os corpos 
Por força do coração 

Dum sangue dum grão-Cacique 
Nasceu um dia um menino, 
Trazendo um lunar na testa, 
Que era bem pequenino: 
Mas era um cruzeiro feito 
Como um emblema divino!... 

E aprendeu as letras feitas 
Pelos padres, na escrita; 
E tinha por penitência 
Que a sua própria figura 
De dia, era igual às outras... 
E diferente, em noite escura!... 

Diferente em noite escura, 
Pelo lunar do seu rosto, 
Que se tornava visível 
Apenas o sol era posto; 
Assim era Tiaraiú, 
Chamado Sepé, por gosto. 

Eram armas de Castela 
Que vinham do mar de além; 
De Portugal também vinham, 
Dizendo, por nosso bem: 
Mas quem faz gemer a terra... 
Em nome da paz não vem! 

Cresceu em sabedoria 
E mando dos povos seus; 
Os padres o instruíram 
Para o serviço de Deus, 
E conhecer a defesa 
Contra os males dos ateus... 

Era moço e vigoroso, 
E mui valente guerreiro: 
Sabia mandar manobras 
Ou no campo ou no terreiro; 
E na cruzada dos perigos 
Sempre andava de primeiro. 

Das brutas escaramuças, 
As artes e astimanhas 
Foi o grande Languiru 
Que lh'ensinou; e as façanhas, 
De enredar o inimigo 
Com o saber das aranhas... 

E tudo isso aprendia; 
E tudo já melhorava, 
Sepé-Tiaraiú, chefe 
Que os Sete Povos mandava, 
Escutado pelos padres, 
Que cada qual consultava. 

Eram armas de Castela 
Que vinham do mar de além; 
De Portugal também vinham, 
Dizendo, por nosso bem: 
Mas quem faz gemer a terra... 
Em nome da paz não vem! 

E quando a guerra chegou 
Por ordem dos Reis de além, 
O lunar do moço índio 
Brilhou de dia também, 
Para que os povos vissem 
Que Deus lhe queria bem... 

Era a lomba da defesa, 
Nas coxilhas de Ibagé, 
Cacique muito matreiro 
Que nunca mudou de fé: 
Cavalo deu a ninguém... 
E a ninguém deixou de a pé... 

Lançaram-se cavaleiros 
E infantes, com partasanas, 
Contra os Tapes defensores 
Do seu pomar e cabanas; 
A mortandade batia, 
Como ceifa de espadanas... 

Couraças duras, de ferro, 
Davam abrigo à vida 
Dos muitos, que, assim fiados, 
Cercavam um só na lida!... 
Um só, que de flecha e arco, 
Entra na luta perdida... 

Eram armas de Castela 
Que vinham do mar de além; 
De Portugal também vinham, 
Dizendo, por nosso bem: 
Mas quem faz gemer a terra... 
Em nome da paz não vem! 

Os mosquetes estrondeiam 
Sobre a gente ignorada, 
Que, acima do seu espanto, 
Tem a vida decepada...; 
E colubrinas maiores 
Fazem maior matinada!... 

Dócil gente, não receia 
As iras de Portugal: 
Porque nunca houve lembrança 
De haver-lhe feito algum mal: 
Nunca manchara seu teto...; 
Nunca comera seu sal!... 

E de Castela, tampouco 
Esperava tal furor; 
Pois sendo seu soberano, 
Respeitara seu senhor; 
Já lhe dera e ouro e sangue, 
E primazia e honor!... 

A dor entrava nas carnes... 
Na alma, a negra tristeza 
Dos guerreiros de Tiaraiú, 
Que pelejavam defesa, 
Porque o lunar divino 
Mandava aquela proeza... 

Eram armas de Castela 
Que vinham do mar de além; 
De Portugal também vinham, 
Dizendo, por nosso bem: 
Mas quem faz gemer a terra... 
Em nome da paz não vem! 

E já rodavam ginetes 
Sobre os corpos dos infantes 
Das Sete Santas Missões, 
Que pareciam gigantes!... 
Na peleja tão sozinhos... 
Na morte tão confiantes!... 

Mas o lunar de Sepé 
Era o rastro procurado 
Pelos vassalos dos Reis, 
Que o haviam condenado... 
Ficando o povo vencido... 
E seu haver... conquistado! 

Então, Sepé foi erguido 
Pela mão de Deus-Senhor, 
Que lhe marcara na testa 
O sinal do seu penhor! 
O corpo, ficou na terra... 
A alma, subiu em flor!... 

E, subindo para as nuvens, 
Mandou aos povos benção! 
Que mandava o Deus-Senhor 
Por meio do seu clarão... 
E o lunar na sua testa 
Tomou no céu posição... 

Eram armas de Castela 
Que vinham do mar de além; 
De Portugal também vinham, 
Dizendo, por nosso bem... 
Sepé-Tiaraiú ficou santo 
Amém! Amém! Amém!...


J. Simões Lopes Neto (Pelotas — RS, 1865 — Pelotas, 1916). Enquanto vivo, o escritor não teve sua obra reconhecia. Consideravam-no por outros motivos, não pelos seus livros. A modificação a seu respeito aconteceria a partir de 1924, através de estudos críticos de João Pinto da Silva, Augusto Meyer e Darcy Azambuja. Desde então, seu nome começou a tomar vulto na posteridade, para afinal impor-se como nosso maior escritor regionalista. A copiosa bibliografia hoje existente sobre a sua obra, em que avultam os trabalhos de Flávio Loureiro Chaves e Lígia C. Moraes Leite, não deixa dúvidas a esse respeito. Com ele o regionalismo ultrapassou as aparências nativistas e as limitações localistas, para tornar-se francamente universal, como sempre acontece com os criadores verdadeiramente representativos da sua terra e da sua gente. Dos três livros por ele publicados em vida, dois se encarregariam, postumamente de fazer-lhe a "carreira literária": "Contos Gauchescos" (1912) e "Lendas do Sul" (1913), ambos editados pela Livraria Universal, de Pelotas — RS.

http://pelotas.ufpel.edu.br

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Mano Lima - Lobisomem do Arvoredo

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César Oliveira e Rogério Melo e Mano Lima - De São Miguel a Mercedes

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Os Mateadores e Mano Lima - Cadela Baia

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Rui Biriva - Romance Estradeiro - 1996

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01- Vanera Cintura de Sapo
02- Santa Helena da Serra
03- Sonhei Contigo
04- Mulher Gaúcha
05- Romance Estradeiro
06- Mocinhas da Cidade
07- Recordações
08- Compadre é Pra Essas Coisas
09- Sem Voce Não Sou Feliz
10- Cana Verde
11- O Que Tem a Rosa
12- Boca Braba

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A Mboitatá


I
Foi assim:

num tempo muito antigo, muito, houve uma noite tão comprida que pareceu que nunca mais haveria luz do dia.

Noite escura como breu, sem lume no céu, sem vento, sem serenada e sem rumores, sem cheiro dos pastos maduros nem das flores da mataria.

Os homens viveram abichornados, na tristeza dura; e porque churrasco não havia, não mais sopravam labaredas nos fogões e passavam comendo canjica insossa; os borra-lhos estavam se apagando e era preciso poupar os tições...

Os olhos andavam tão enfarados da noite, que ficavam parados, horas e horas, olhando, sem ver as brasas vermelhas do.nhanduvai... as brasas somente, porque as faíscas, que alegram, não saltavam, por falta do sopro forte de bocas contentes.

Naquela escuridão fechada nenhum tapejara seria capaz de cruzar pelos trilhos do campo, nenhum flete crioulo teria faro nem ouvido nem vista para bater na querência; até nem sorro daria no seu próprio rastro!

E a noite velha ia andando... ia andando...

II
Minto:

no meio do escuro e do silêncio morto, de vez em quando, ora duma banda ora doutra, de vez em quando uma cantiga forte, de bicho vivente, furava o ar; era o téu-téu ativo, que não dormia desde o entrar do último sol e que vigiava sempre, esperando a volta do sol novo, que devia vir e que tardava tanto já…

Só o téu-téu de vez em quando cantava; o seu — quero-quero! — tão claro, vindo de lá do fundo da escuridão, ia agüentando a esperança dos homens, amontoados no redor avermelhado das brasas.

Fora disto, tudo o mais era silêncio; e de movimento, então, nem nada.

III
Minto:

na última tarde em que houve sol, quando o sol ia descambando para o outro lado das coxilhas, rumo do minuano, e de onde sobe a estrela-d’alva, nessa última tarde também desabou uma chuvarada tremenda; foi uma manga d’água que levou um tempão a cair, e durou… e durou....

Os campos foram inundados; as lagoas subiram e se largaram em fitas coleando pelos tacuruzais e banhados, que se juntaram, todos, num; os passos cresceram e todo aquele peso d’água correu para as sangas e das sangas para os arroios, que ficaram bufando, campo fora, campo fora, afogando as canhadas, batendo no lombo das coxilhas. E nessas coroas e que ficou sendo o paradouro da animalada, tudo misturado, no assombro. E era terneiros e pumas, tourada e potrilhos, perdizes e guaraxains, tudo amigo, de puro medo. E então!...

Nas copas dos butiás vinham encostar-se bolos de formigas; as cobras se enroscavam na enrediça dos aguapés; e nas estivas do santa-fé e das tiriricas, boiavam os ratões e outros miúdos.

E, como a água encheu todas as tocas, entrou também na da cobra-grande, a — boiguaçu — que, havia já muitas mãos de luas, dormia quieta, entanguida. Ela então acordou-se e saiu, rabeando.

Começou depois a mortandade dos bichos e a boiguaçu pegou a comer as carniças. Mas só comia os olhos e nada, nada mais.

A água foi baixando, a carniça foi cada vez engrossando, e a cada hora mais olhos a cobra-grande comia.

IV
Cada bicho guarda no corpo o sumo do que comeu.

A tambeira que só come trevo maduro dá no leite o cheiro do milho verde; o cerdo que come carne de bagual nem alqueires de mandioca o limpam bem; e o socó tristonho o biguá matreiro até no sangue têm cheiro de pescado. Assim também, nos homens, que até sem comer nada, dão nos olhos a cor de seus arrancos. O homem de olhos limpos guapo e mão-aberta; cuidado com os vermelhos; mais cuidados -com os amarelos; e, toma tenência doble com os raiados e baços!…

Assim foi também, mas doutro jeito, com a boiguaçu, que tantos olhos comeu.

V
Todos — tantos, tantos! que a cobra-grande comeu —, lavam, entranhado e luzindo, um rastilho da última luz eles viram do último sol, antes da noite grande que caiu...

E os olhos — tantos, tantos! — com um pingo de luz cada um, foram sendo devorados; no principio um punhado, ao depois uma porção, depois um bocadão, depois, como uma braçada…

VI
E vai,

como a boiguaçu não tinha pêlos como o boi, nem escamas como o dourado, nem penas como o avestruz, nem casca como o tatu, nem couro grosso como a anta, vai, o seu corpo foi ficando transparente, transparente, clareado pelos miles de luzezinhas, dos tantos olhos que foram esmagados dentro dele, deixando cada qual sua pequena réstia de luz. E vai, afinal, a boiguaçu toda já era uma luzerna, um clarão sem chamas, já era um fogaréu azulado, de luz amarela e triste e fria, saída dos olhos, que fora guardada neles, quando ainda estavam vivos…

VII
Foi assim e foi por isso que os homens, quando pela vez primeira viram a boiguaçu tão demudada, não a conheceram mais. Não conheceram e julgando que era outra, muito outra, chamam-na desde então, de boitatá, cobra de fogo, boitatá, a boitatá!

E muitas vezes a boitatá rondou as rancherias, faminta, sempre que nem chimarrão. Era então que o téu-téu cantava, como bombeiro.

E os homens, por curiosos, olhavam pasmados, para aquele grande corpo de serpente, transparente — tatá, de fogo — que media mais braças que três laços de conta e ia alumiando baçamente as carquejas... E depois, choravam. Choravam, desatinados do perigo, pois as suas lágrimas também guardavam tanta ou mais luz que só os olhos e a boitatá ainda cobiçava os olhos vivos dos homens, que já os das carniças a enfartavam.

VIII
Mas, como dizia:

na escuridão só avultava o clarão baço do corpo da boitatá, e era por ela que o téu-téu cantava de vigia, em todos os flancos da noite.

Passado um tempo, a boitatá morreu; de pura fraqueza morreu, porque os olhos comidos encheram-lhe o corpo mas não lhe deram sustância, pois que sustância não tem a luz que os olhos em si entranhada tiveram quando vivos.

Depois de rebolar-se rabiosa nos montes de carniça, sobre os couros pelados, sobre as carnes desfeitas, sobre as cabelamas soltas, sobre as ossamentas desparramadas, o corpo dela desmanchou-se, também como cousa da terra, que se estraga de vez.

E foi então, que a luz que estava presa se desatou por aí.

E até pareceu cousa mandada: o sol apareceu de novo!.

IX
Minto:

apareceu sim, mas não veio de supetão. Primeiro foi-se adelgaçando o negrume, foram despontando as estrelas; e estas se foram sumindo no cobreado do céu; depois foi sendo mais claro, mais claro, e logo, na lonjura, começou a subir uma lista de luz… depois a metade de uma cambota de fogo… e já foi o sol que subiu, subiu, subiu, até vir a pino e descambar, como dantes, e desta feita, para igualar o dia e a noite, em metades, para sempre.

X
Tudo o que morre no mundo se junta à semente de onde nasceu, para nascer de novo: só a luz da boitatá ficou sozinha, nunca mais se juntou com a outra luz de que saiu.

Anda sempre arisca e só, nos lugares onde quanta mais carniça houve, mais se infesta. E no inverno, de entanguida, não aparece e dorme, talvez entocada.

Mas de verão, depois da quentura dos mormaços, começa então o seu fadário.

A boitatá, toda enroscada, como uma bola — tatá, de fogo! — empeça a correr o campo, coxilha abaixo, lomba acima, até que horas da noite!....

É um fogo amarelo azulado, que não queima a macega seca nem aquenta a água dos manantiais; e rola, gira, corre, corcoveia e se despenca e arrebenta-se, apagando... e quando um menos espera, aparece, outra vez, do mesmo jeito!

Maldito! Tesconjuro!

XI
Quem encontra a boitatá pode até ficar cego... Quando alguém topa com ela só tem dois meios de se livrar: ou ficar parado, muito quieto, de olhos fechados apertados e sem respirar, até ir-se ela embora, ou, se anda a cavalo, desenrodilhar o laço, fazer uma armada grande e atirar-lha em cima, e tocar a galope, trazendo o laço de arrasto, todo solto, até a ilhapa!

A boitatá vem acompanhando o ferro da argola... mas de repente, batendo numa macega, toda se desmancha, e vai esfarinhando a luz, para emulitar-se de novo, com vagar, na aragem que ajuda.

XII
Campeiro precatado! reponte o seu gado da querência da boitatá: o pastiçal, aí, faz peste...

Tenho visto!


J. Simões Lopes Neto (Pelotas — RS, 1865 — Pelotas, 1916). Enquanto vivo, o escritor não teve sua obra reconhecia. Consideravam-no por outros motivos, não pelos seus livros. A modificação a seu respeito aconteceria a partir de 1924, através de estudos críticos de João Pinto da Silva, Augusto Meyer e Darcy Azambuja. Desde então, seu nome começou a tomar vulto na posteridade, para afinal impor-se como nosso maior escritor regionalista. A copiosa bibliografia hoje existente sobre a sua obra, em que avultam os trabalhos de Flávio Loureiro Chaves e Lígia C. Moraes Leite, não deixa dúvidas a esse respeito. Com ele o regionalismo ultrapassou as aparências nativistas e as limitações localistas, para tornar-se francamente universal, como sempre acontece com os criadores verdadeiramente representativos da sua terra e da sua gente. Dos três livros por ele publicados em vida, dois se encarregariam, postumamente de fazer-lhe a "carreira literária": "Contos Gauchescos" (1912) e "Lendas do Sul" (1913), ambos editados pela Livraria Universal, de Pelotas — RS.

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Rui Biriva - Sucessos De Ouro - 1994

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01 - Tchê Loco
02 - Pé na Estrada
03 - Zé Desastre
04 - Dança da Alegria
05 - Guria
06 - Tchê Ricardão
07 - Surungo
08 - Bolicho do Tio Candinho
09 - Festerê
10 - Baile da Fronteira
11 - Amigo
12 - Free Xote
13 - Vaneira de Mil Amores
14 - Mensagem de Saudade

Tam: 38,7Mb

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Luiz Marenco e Jari Terres - Andapago - 2010

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CD 01

01 - Um Vistaço Na Tropa
02 - Batendo Água
03 - Fronteiro De Alma E Pampa
04 - Quando Alguém Vem Na Estrada
05 - Senhor Das Manhãs De Maio
06 - Quando O Verso Vem Pras Casa
07 - Cansando O Cavalo
08 - Enchendo Os Olhos De Campo
09 - Changueiro De Vida E Lida
10 - Onde Andará
11 - No Compasso Do Meu Mundo
12 - Alma De Estância E Querência

CD 02

01 - Andapago
02 - De Laço Nos Tentos
03 - Quando Me Encontro Solito
04 - Balcão De Pulperia
05 - Milonga Para Cantar Querência
06 - De Tropa E Inverno
07 - Sonhos E Mágoas
08 - À Don Ávila E Seu Tobiano
09 - Égua, Poncho É Teu Dono
10 - Lamento Do Laçador
11 - Pela Cordeona Do Tempo
12 - De Vida E Caminhos

Tam: 100Mb

CD 01
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CD 02
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Trezentas onças - J. Simões Lopes Neto

Eu tropeava, nesse tempo. Duma feita que viajava de escoteiro, com a guaiaca empanzinada de onças de ouro, vim varar aqui neste mesmo passo, por me ficar mais perto da estância da Coronilha, onde devia pousar.

Parece que foi ontem! ... Era fevereiro; eu vinha abombado da troteada.

— Olhe, ali, na restinga, à sombra daquela mesma reboleira de mato que está nos vendo, na beira do passo, desencilhei; e estendido nos pelegos, a cabeça no lombilho, com o chapéu sobre os olhos, fiz uma sesteada morruda.

Despertando, ouvindo o ruído manso da água tão limpa e tão fresca rolando sobre o pedregulho, tive ganas de me banhar; até para quebrar a lombeira... e fui-me à água que nem capincho!

Debaixo da barranca havia um fundão onde mergulhei umas quantas vezes; e sempre puxei umas braçadas, poucas, porque não tinha cancha para um bom nado.

E solito e no silêncio, tornei a vestir-me, encilhei o zaino e montei. Daquela vereda andei como três léguas, chegando à estância cedo ainda, obra assim de braça e meia de sol.

— Ah! . .. esqueci de dizer-lhe que andava comigo um cachorro brasino, um cusco mui esperto e bom vigia. Era das crianças, mas às vezes dava-lhe para acompanhar-me, e depois de sair a porteira, nem por nada fazia cara-volta, a não ser comigo. E nas viagens dormia sempre ao meu lado, sobre a ponta da carona, na cabeceira dos arreios.

Por sinal que uma noite...

Mas isso é outra cousa: vamos ao caso.

Durante a troteada bem reparei que volta e meia o cusco parava-se na estrada e latia e corria pra trás, e olhava-me, olhava-me e latia de novo e troteava um pouco sobre o rastro; — parecia que o bichinho estava me chamando! ... Mas como eu ia, ele tornava a alcançar-me, para daí a pouco recomeçar.
— Pois, amigo! Não lhe conto nada! Quando botei o pé em terra na ramada da estância, ao tempo que dava as — boas tardes! — ao dono da casa, agüentei um tirão seco no coração... não senti na cintura o peso da guaiaca!

Tinha perdido trezentas onças de ouro que levava, para pagamento de gados que ia levantar.

E logo passou-me pelos olhos um clarão de cegar, depois uns coriscos tirante a roxo... depois tudo me ficou cinzento, para escuro...

Eu era mui pobre — e ainda hoje, é como vancê sabe... —; estava começando a vida, e o dinheiro era do meu patrão, um charqueador, sujeito de contas mui limpas e brabo como uma manga de pedras...

Assim, de meio assombrado me fui repondo quando ouvi que indagavam:

— Então patrício? Está doente?

— Obrigado! Não senhor, respondi, não é doença; é que sucedeu-me uma desgraça: perdi uma dinheirama do meu patrão...

— A la fresca!...

— É verdade... antes morresse, que isto! Que vai ele pensar agora de mim!...

— É uma dos diabos, é... mas; não se acoquine, homem!

Nisto o cusco brasino deu uns pulos ao focinho do cavalo, como querendo lambê-lo, e logo correu para a estrada, aos latidos. E olhava-me, e vinha e ia, e tornava a latir...

Ah!... E num repente lembrei-me bem de tudo. Parecia que estava vendo o lugar da sesteada, o banho, a arrumação das roupas nuns galhos de sarandi, e, em cima de uma pedra, a guaiaca e por cima dela o cinto das armas, e até uma ponta de cigarro de que tirei uma última tragada, antes de entrar na água, e que deixei espetada num espinho, ainda fumegando, soltando uma fitinha de fumaça azul, que subia, fininha e direita, no ar sem vento...; tudo, vi tudo.

Estava lá, na beirada do passo, a guaiaca. E o remédio era um só: tocar a meia rédea, antes que outros andantes passassem.

Num vu estava a cavalo; e mal isto, o cachorrito pegou a retouçar, numa alegria, ganindo — Deus me perdoe! — que até parecia fala!

E dei de rédea, dobrando o cotovelo do cercado.

Ali logo frenteei com uma comitiva de tropeiros, com grande cavalhada por diante, e que por certo vinha tomar pouso na estância. Na cruzada nos tocamos todos na aba do sombreiro; uns quantos vinham de balandrau enfiado. Sempre me deu uma coraçonada para fazer umas perguntas... mas engoli a língua.

Amaguei o corpo e, penicando de esporas, toquei a galope largo.

O cachorrinho ia ganiçando, ao lado, na sombra do cavalo, já mui comprida.

A estrada estendia-se deserta; à esquerda, os campos desdobravamse a perder de vista, serenos, verdes, clareados pela luz macia do sol morrente, manchados de pontas de gado que iam se arrolhando nos paradouros da noite; à direita, o sol; muito baixo, vermelho-dourado, entrando em massa de nuvens de beiradas luminosas.

Nos atoleiros, secos, nem um quero-quero: uma que outra perdiz, sorrateira, piava de manso por entre os pastos maduros; e longe, entre o resto da luz que fugia de um lado e a noite que vinha, peneirada, do outro, alvejava a brancura de um joão-grande, voando, sereno, quase sem mover as asas, como uma despedida triste, em que a gente também não sacode os braços...

Foi caindo uma aragem fresca; e um silêncio grande, em tudo.

O zaino era um pingaço de lei; e o cachorrinho, agora sossegado, meio de banda, de língua de fora e de rabo em pé, troteava miúdo e ligeiro dentro da polvadeira rasteira que as patas do flete levantavam.

E entrou o sol; ficou nas alturas um clarão afogueado, como de incêndio num pajonal; depois, o lusco-fusco; depois, cerrou a noite escura; depois, no céu, só estrelas... só estrelas...

O zaino atirava o freio e gemia no compasso do galope, comendo caminho. Bem por cima da minha cabeça as Três-Marias, tão bonitas, tão vivas, tão alinhadas, pareciam me acompanhar... lembrei-me dos meus filhinhos, que as estavam vendo, talvez; lembrei-me da minha mãe, do meu pai, que também as viram, quando eram crianças e que já as conheceram pelo seu nome de Marias, as Três-Marias. Amigo! Vancê é moço, passa a sua vida rindo...; Deus o conserve!... sem saber nunca como é pesada a tristeza dos campos quando o coração pena!...

— Há que tempos eu não chorava!... Pois me vieram lágrimas..., devagarinho, como gateando, subiram... tremiam sobre as pestanas, luziam um tempinho... e ainda quentes, no arranco do galope lá caíam elas na polvadeira da estrada, como um pingo d'água perdido, que nem mosca nem formiga daria com ele! ...

Por entre as minhas lágrimas, como um sol cortando um chuvisqueiro, passou-me na lembrança a toada dum verso lá dos meus pagos:

Quem canta refresca a alma,

Cantar adoça o sofrer;

Quem canta zomba da morte:

Cantar ajuda a viver! ...

Mas que cantar podia eu! ...

O zaino respirou forte e sentou e sentou, trocando a orelha, farejando no escuro: o bagual tinha reconhecido o lugar, estava no passo.

Senti o cachorrinho respirando, como assoleado. Apeei-me.

Não bulia uma folha; o silêncio, nas sombras do arvoredo, metia respeito... que medo não, que não entra em peito de gaúcho!

Embaixo, o rumor da água pipocando sobre o pedregulho; vagalumes retouçando no escuro. Desci, dei com o lugar onde havia estado; tenteei os galhos do sarandi; achei a pedra onde tinha posto a guaiaca e as armas; corri as mãos por todos os lados, mais pra lá, mais pra cá...; nada! nada!...

Então, senti frio dentro da alma... o meu patrão ia dizer que eu o havia roubado!... roubado!... Pois então eu ia lá perder as onças!... Qual! Ladrão, ladrão, é que era! ...

E logo uma tenção ruim entrou-me nos miolos: eu devia matar-me, para não sofrer a vergonha daquela suposição. É; era o que eu devia fazer: matar-me... e já, aqui mesmo!

Tirei a pistola do cinto; amartilhei o gatilho... benzi-me, e encostei no ouvido o cano, grosso e frio, carregado de bala. ..

— Ah! patrício! Deus existe! ...

No refilão daquele tormento, olhei para diante e vi... as Três-Marias luzindo na água... o cusco encarapitado na pedra, ao meu lado, estava me lambendo a mão... e logo, logo, o zaino relinchou lá em cima, na barranca do riacho, ao mesmíssimo tempo que a cantoria alegre de um grilo retinia ali perto, num oco de pau!... — Patrício! não me avexo duma heresia; mas era Deus que estava no luzimento daquelas estrelas, era Ele que mandava aqueles bichos brutos arredarem de mim a má tenção...

O cachorrinho tão fiel lembrou-me a amizade da minha gente; o meu cavalo lembrou-me a liberdade, o trabalho, e aquele grilo cantador trouxe a esperança.. .

Eh-pucha! patrício, eu sou mui rude... a gente vê caras, não vê corações...; pois o meu, dentro do peito, naquela hora, estava como um espinilho ao sol, num descampado, no pino do meio-dia: era luz de Deus por todos os lados!...

E já todo no meu sossego de homem, meti a pistola no cinto. Fechei um baio, bati o isqueiro e comecei a pitar.

E fui pensando. Tinha, por minha culpa, exclusivamente por minha culpa, tinha perdido as trezentas onças, uma fortuna para mim. Não sabia como explicar o sucedido, comigo, acostumado a bem cuidar das cousas. Agora... era vender o campito, a ponta de gado manso — tirando umas leiteiras para as crianças e a junta dos jaguanés lavradores — vender a tropilha dos colorados... e pronto! Isso havia de chegar, folgado; e caso mermasse a conta... enfim, havia de se ver o jeito a dar... Porém matar-se um homem, assim no mais... e chefe de família... isso, não!

E despacito vim subindo a barranca; assim que me sentiu, o zaino escarceou, mastigando o freio.

Desmaneei-o, apresilhei o cabresto; o pingo agarrou a volta e eu montei, aliviado.

O cusco escaramuçou, contente; a trote e galope voltei para a estância.

Ao dobrar a esquina do cercado enxerguei luz na casa; a cachorrada saiu logo, acuando. O zaino relinchou alegremente, sentindo os companheiros; do potreiro outros relinchos vieram.

Apeei-me no galpão, arrumei as garras e soltei o pingo, que se rebolcou, com ganas.

Então fui para dentro: na porta dei o — Louvado seja Jesu-Cristo; boa-noite! — e entrei, e comigo, rente, o cusco. Na sala do estancieiro havia uns quantos paisanos; era a comitiva que chegava quando eu saía; corria o amargo.

Em cima da mesa a chaleira, e ao lado dela, enroscada, como uma jararaca na ressolana, estava a minha guaiaca, barriguda, por certo com as trezentas onças dentro.

— Louvado seja Jesu-Cristo, patrício! Boa-noite! Entonces, que tal le foi o susto?...

E houve uma risada grande de gente boa.

Eu também fiquei-me rindo, olhando para a guaiaca e para o guaipeva, arrolhadito aos meus pés...


J. Simões Lopes Neto (Pelotas — RS, 1865 — Pelotas, 1916). Enquanto vivo, o escritor não teve sua obra reconhecia. Consideravam-no por outros motivos, não pelos seus livros. A modificação a seu respeito aconteceria a partir de 1924, através de estudos críticos de João Pinto da Silva, Augusto Meyer e Darcy Azambuja. Desde então, seu nome começou a tomar vulto na posteridade, para afinal impor-se como nosso maior escritor regionalista. A copiosa bibliografia hoje existente sobre a sua obra, em que avultam os trabalhos de Flávio Loureiro Chaves e Lígia C. Moraes Leite, não deixa dúvidas a esse respeito. Com ele o regionalismo ultrapassou as aparências nativistas e as limitações localistas, para tornar-se francamente universal, como sempre acontece com os criadores verdadeiramente representativos da sua terra e da sua gente. Dos três livros por ele publicados em vida, dois se encarregariam, postumamente de fazer-lhe a "carreira literária": "Contos Gauchescos" (1912) e "Lendas do Sul" (1913), ambos editados pela Livraria Universal, de Pelotas — RS.

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